Bovespa opera em forte queda e amplia perdas no ano

0
47

Ibovespa acumulou até a véspera queda de 42% no ano e voltou ao patamar de agosto de 2017.

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera novamente em forte queda nesta quinta-feira (19), ampliando as perdas no ano após, acompanhando o persistente clima de nervosismo nos mercados globais, que seguem pressionados pelos temores de recessão em diversos países, mesmo após uma série de medidas de bancos central, incluindo um novo corte da taxa básica de juros no Brasil.

Às 11h53, o Ibovespa caía 6,01%, a 6.873 pontos. Mais cedo, chegou a cair mais de 7%. 

Já o dólar opera em queda, em dia instável; na abertura voltou a bater R$ 5,20.

No dia anterior, a Bolsa chegou a ter os negócios suspensos mais uma vez e fechou em queda de 10,35%, a 66.894 pontos, no menor patamar de fechamento desde 3 de agosto de 2017 (66.777 pontos). Desde que a pandemia do coronavírus teve início, o circuit breaker foi acionado seis vezes em apenas oito sessões. Na parcial do mês, o índice acumula queda de 35,78%. No ano, o tombo é de 42,16%.

Temor de recessão global

Os mercados globais têm mais um dia de queda nesta quinta, ainda que mais suave, com os investidores avaliando que nem mesmo a série de medidas anunciadas por governos e bancos centrais para combater os impactos do coronavírus será suficiente para evitar uma recessão global.

Os preços do petróleo, por sua vez, mostram recuperação após três dias de fortes quedas, que levaram os preços ao menor nível em quase duas décadas.

Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros no Brasil de 4,25% para 3,75%. Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que a decisão do BC foi “ponderada”, mas avaliam que a Selic poderá voltar a cair ainda mais porque ainda é difícil prever até onde vai a desaceleração da economia provocada pelo avanço do coronavírus.

No Brasil, mais analistas passaram alertar sobre o risco de uma recessão no primeiro semestre. Os bancos JPMorgan e Goldman Sachs passaram a prever contração da economia brasileira em 2020, com estimativa de queda do PIB (Produto Interno Bruto) entre 1,0% e 0,9% neste ano.

Ana Flor: governo deve revisar o PIB de 2020 para baixo
Ana Flor: governo deve revisar o PIB de 2020 para baixo

Também no radar está a aprovação pelo Plenário da Câmara dos Deputados na véspera do pedido de reconhecimento de calamidade pública enviado pelo governo em função da epidemia do coronavírus e a matéria vai agora ao Senado.

O estado de calamidade pública libera o governo do cumprimento da meta fiscal deste ano para o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), de R$ 124,1 bilhões, abrindo caminho para mais gastos com a epidemia.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here